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MOVELEIROS RETOMAM NEGOCIAÇÕES COM ESTADOS UNIDOS



Terça, 10 de março de 2026 10:22

As indústrias do polo moveleiro estão retomando negociações com clientes dos Estados Unidos após a Suprema Corte norte-americana anular as alíquotas impostas pelo governo Trump. A taxa de 10% agora é igualitária entre todos os países, o que equilibra a competitividade. No caso local, porém, o peso do “custo Brasil” é um desafio adicional às exportadoras.
Empresários moveleiros exportadores ouvidos pela coluna informam que desde o anúncio da queda do chamado tarifaço, os clientes norte-americanos têm voltado à mesa de negociações. Em uma sinalização positiva, debatem preços e prazos de entrega. Projetos em andamento e desenvolvimento de novos produtos estão na pauta das relações comerciais.
A cautela, no entanto, permanece ativa e tem restringido determinadas negociações em razão do prazo de 150 dias que o governo americano anunciou como limite para a nova alíquota. A renovação ou mudança da medida é uma incógnita, considerando-se a escalada de sua política comercial protecionista. Essa situação traz insegurança ao mercado e afeta diretamente a estabilidade dos negócios.
A busca por novos mercados mundiais, desde o anúncio do tarifaço, tem se intensificado. Empresários locais participaram de missões à Argentina, Chile e Paraguai. As importações de produtos brasileiros por esses países têm crescido, mas o volume ainda é bem inferior à demanda dos Estados Unidos e da Europa. Algumas oportunidades surgem ainda no Oriente Médio, porém as guerras influenciam negativamente o cenário comercial.
Apesar de ser um mercado maduro, mas também suscetível ao ambiente mundial, a Europa aparece como mais promissora de crescimento. Formada por diversos países, a região recebe bem os móveis produzidos pelo polo, especialmente pela sua fabricação em madeira maciça renovável.
A conquista de mercados, no entanto, não acontece de forma imediata. O Sindusmobil, entidade que representa o setor moveleiro, já vinha esclarecendo que essa é uma estratégia necessária, mas complexa, que exige tempo e investimentos. Há de se considerar ainda a concorrência internacional, que também busca novos clientes. Nesse contexto, Vietnã e Malásia são atualmente os principais países a serem superados.

IMPACTO NAS VENDAS

Anunciada em 9 de julho, a alíquota de 50% para produtos importados entrou em vigor no dia 1º de agosto de 2025 e impactou diretamente as exportações para os Estados Unidos. As indústrias moveleiras de São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho registraram uma queda de 13% nas vendas para o país norte-americano, somando US$ 67,40 milhões no ano passado. Apesar das dificuldades, os Estados Unidos permanecem os principais parceiros comerciais do setor moveleiro da região. A participação sobre o total das exportações foi de 62% em 2024 e 60% em 2025.

EXPORTAÇÕES EM 2026

Nos dois primeiros meses de 2026, o tarifaço ainda causou estragos nas exportações de móveis aos Estados Unidos. As vendas despencaram 55% em relação ao mesmo período do ano passado. O valor caiu de US$ 10,49 milhões para US$ 4,74 milhões. Ainda assim, o volume destinado ao país norte-americano representa 52% do total exportado pelo polo moveleiro.
Na Europa, neste início de ano, os maiores compradores foram o Reino Unido (US$ 1,47 milhão) e França (US$ 1,14 milhão). Os países da América do Sul registraram crescimento, mas ainda com pouco volume. O Uruguai importou US$ 114 mil, o Chile US$ 113 mil, o Paraguai US$ 24 mil e a Argentina US$ 44 mil em janeiro e fevereiro de 2026. Os números são do Observatório FIESC – Federação das Indústrias.


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